Flávia, trabalho em brasilia já a algum tempo, com grupos que desenvolvem esse tipo de proposta.
existem linhas de discussão bem definidas nesse sentido.
o questionamento que vc faz estende-se para diversas áreas: na arquitetura, nas artes plasticas, fotografia, cinema, elevisão, videografia, no meio empresarial,dentre outros, ou seja: "como de fato meu trabalho, nosso trabalho pode melhorar a vida, o viver, as relações inter pessoais, sociais, da humanidade?"
essa discussão é antiga.
e trouxe uma série de tomadas de decisões e atitudes que se mostraram eficientes no sentido de promover mudanças.
entendo que a maior, ao meu ver, a mais significativa, importante, porque promove a mudança de postura mental, comportamental, de visão, é o desenvolviemnto e o aprimoramento do SENSO CRÍTICO.
ensinar técnicas, promover o debate, para que as pessoas comecem a perceber as coisas sob um ponto de vista crítico, real, realista, traz uma mudança no indivíduo que reflete inevitavelmente no seu meio e isso influencia a sua sociedade e gradatiavamente, a humanidade.
embora isso parece utópico, afirmo que não é.
trata-se de experiências realizadas, com resultados concretos.
nesse sentido, sem querer puxar a sardinha pro meu lado, a arte é a mais eficiente ferramente para obtenção de êxito.
pra fazer arte é preciso pensar, questionar, fazer e fazer, repensar, refazer, sem fim.
cmo no site de exemplo que vc enviou, ha um conteudo crítico carrgado de uma simbologia poética muito profunda.
nao se faz isso sem senso critico.
conheço arte educadores em goiania que desenvolvem trabalhos e cursos para "multiplicadores" de arte educação.
isso envolve, musica., teatro, artes plasticas, design, artesanato, literatura.
as propostas partem da intensa discussão sobre a realidade vivenciada, causas, questões que envolvem politicas governamentais, geograficas, ambientais, sociais. a partir disso estuda-se trabalhos e artistas que se envolveram em tais questões. ensina-se tecnicas de expressão dentro das respectivas áreas da arte. e o resto é a criatividade que toma conta do restante para a produção dos trabalhos em si.
o diferencial é que nao se tem o pragmatismo, necessariamente, para a obra criada.
pode ser simplesmente fazer arte.
expressar-se.
e depois de tudo concluido, a discussão sobre o processo ( importantíssimo), sobre o trabalho em si, sobre a experiencia, sobre o que se percebe em si de mudanças.
o que traz solidez a um trablaho é a capacidade que o artista tem de falar sobre ele, sobre o porcesso que o conduziu, sobre que sentimentos ou sentidos foram despertados ou usados.
e isso somente ocorre quando se pensa. analisa debate, estuda.
o outro lado dessa história é a parte mecânica da coisa: função, utilidade, comercialização, ou não.
o que se fará com o produto obtido é secundário.
será a força de sua expressão que dirá o caminho.
e quanto mais intenso for o trabalho mais universal ele se torna.
concluindo, arte salva sim.
arte nos permite ver onde os olhos nao alcançam.
arte resgata.
arte comunica coisas impossiveis para um discurso.
arte transcendo o pragmatismo.
arte ajuda sim.
fazer arte é exercer a ação da alma ( não no sentido religioso e sim dauilo que anima o homem).
arte é atributo do ser.
assim penso.
Em 16 de março de 2011 09:35, Flávia Mattos <flavia.com@gmail.com> escreveu:
Bom dia, DGs!Gostaria de propor uma discussão coletiva.
Recentemente, fui convidada a produzir e ministrar uma oficina que envolva lixo, reciclagem e arte para pessoas que vivem em abrigos por terem perdido suas casas em tragédias socio-ambientais. É um projeto bem interessante e me impulsiona a pensar de que forma eu poderia colaborar positivamente na vida dessas pessoas. Para quem vive em situações extremas, como é o meu público alvo, não sei se fazer arte é a melhor solução. Mas transformar objetos descartados em utilidades domésticas me pareceu ser um bom caminho, em princípio. Neste abrigo, já foi realizada uma oficina que transformava garrafas pet em pufs. Foi um sucesso. No entanto, eu ainda reluto um pouco em fazer algo parecido por achar que ainda existam outras saídas ainda não exploradas. E eu também não quero me sentir apenas dando uma aula de artesanato, queria ir um pouco além. Mesmo gostando de trabalhar o lado artesanal.Iniciei uma pesquisa e achei o seguinte material:Fiquei fascinada com a ideia de produzir alguma coisa neste sentido, algo que pudesse dialogar com a sociedade e fosse uma forma de expressar o que essas pessoas passam após uma tragédia. Eu sou publicitária por formação, então, esse calendário me pareceu mais próximo de uma ideia de unir mensagem, lixo e design.Pensando nisso tudo, comecei a questionar até que ponto a comunicação pode influenciar o inverso: a vida das pessoas que estão retratadas na peça publicitária. E até que ponto o design pode ajudar, como os designers podem interagir neste processo. Como podemos sair do ponto de cumprir um briefing e podermos ser ativos, expressando nossa visão de mundo.Hoje, o Jota me enviou uma mensagem sobre o site que ele tem de camisas. Camisas, estampas são boas maneiras de expor nossos ideais. Mas e quando o assunto é ajudar a vida de pessoas?A tragédia no Japão rendeu bons exemplos:E quando temos que trabalhar com lixo? Claro que não posso esquecer de mencionar o maravilhoso trabalho do Vik Muniz. Para quem ainda não assistiu, indico o maravilhoso "Lixo Extraordinário" (de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley) que acompanha o trabaho de Vik no lixão de Gramacho, transformando lixo em arte: http://www.youtube.com/watch?v=_pyR9qCd2F8Como pensar lixo, reciclagem, meio ambiente, ecologia, arte, design como forma de contribuir positivamente na vida da sociedade?Aguardo comentários para enriquecer esta pesquisa!
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Flávia Mattos(21) 8103-9697
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Edivaldo J.
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